Baião: Festival “Revolução Grisalha” faz (re)viver a música dos anos oitenta

Pormenor da edição do ano passado.

Sob o lema “porquê recordar se podes viver?”, uma onda de revivalismo vai tomar conta, no final de junho, da vila de Ancêde, em Baião, onde terá lugar o festival “Revolução Grisalha”.

“É uma aposta arrojada”. Foi assim que Paulo Pereira classificou o festival “Revolução Grisalha” que terá, a 28, 29 e 30 de junho, a sua segunda edição.

O Presidente da Câmara de Baião falava na Casa de Baião no Porto, onde recebeu a comunicação social e fez a apresentação do evento, que, depois da “estreia”, o ano passado, em Santa Marinha do Zezere, terá lugar em Ancede. 

“A ideia, disse, é realizá-lo rotativamente nas três vilas do Município, pelo que, no próximo ano, será a vez da vila de Baião o receber”.

Mas, afinal que festival é este? Construído sob o lema “Porque relembrar, se podes viver”, o “Revolução Grisalha” remete para a música que se cantava e dançava nas discotecas nos anos 80 do século passado. 

A generalidade das bandas de então já não existem, mas hoje é possível juntar os seus fãs à volta de Tributos.  E é assim que, no dia principal (29, sábado) do “Revolução Grisalha”, haverá um tributo aos QUEEN, de Freddie Mercury, pelos One Vision e outro, numa onda mais romântica, a ROBERTO CARLOS, a cargo de Havana Soul.

Na abertura, a 28, há duas bandas em destaque. Autênticas, elas próprias: os QUINTA DO BILL e a BANDA MARCIAL DE ANCEDE, vestidas de revivalismo, capazes, ninguém duvidará, de fazer nascer uma lágrima no canto do olho de qualquer grisalho. Nessa noite, recordar-se-á, ainda, a música que se dançava na pista da discoteca METROPOLIS, em Baião, que animava as noites e as tardes de fim de semana nos idos de oitenta.

E há domingo (30), cujo programa Paulo Pereira disse ter sido pensado para as famílias. E, por isso, o nome grande do dia de encerramento será o AVÔ CANTIGAS, que as recordações de infâncias também marcam. E, ao terceiro dia do festival – em que as portas abrem logo às 12:00 – haverá animação qb. nas “Kid Zone” e “Game Zone”, jogos tradicionais e dança.

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O “Revolução Grisalha”, avisou Paulo Pereira, não pretende concorrer com os festivais de verão que acontecem um pouco por todo o país. Dirige-se aos baionenses, naturalmente, mas o seu objetivo principal é levar turistas e visitantes a Baião, que muitos já procuram pela natureza, pela história ou pela gastronomia. E insere-se, claramente, na estratégia turística de Baião, que tem o selo de “Destino Turístico Sustentável” (foi o primeiro Município português a obtê-lo).

O festival, de resto, quer-se que seja um “eco-evento”, e a Câmara de Baião criará todas as condições para consegui-lo, garantiu o seu Presidente. O “Revolução Grisalha” tem entrada livre e as expectativas quanto a público passam por aumentar significativamente o número de festivaleiros, que, na primeira edição, foram para lá de seis mil. Idos de várias partes do país, mas também da Galiza, onde está um dos públicos-alvo de Baião.

“Correu muito bem, mas este ano correrá ainda melhor”, acredita Paulo Pereira.

Eis o Programa da II edição do “Revolução Grisalha”.

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