Sob o mote “Porquê relembrar, se podes viver?”, Baião vai, este fim de semana (28, 29 e 30 de junho), regressar aos anos oitenta. Trata-se do festival “Revolução Grisalha”, um evento revivalista que constitui uma aposta conscientemente arrojada da Câmara Municipal que, na primeira edição, realizada o ano passado, se confirmou um sucesso com mais de 6000 pessoas presentes, idas um pouco de todo o país e, sobretudo, da Galiza.
Sob o mote “Porquê relembrar, se podes viver?”, Baião vai voltar a ser palco de três dias que se adivinham memoráveis, num regresso aos anos 80. O festival “Revolução Grisalha” é um evento revivalista, que, na primeira edição, realizada na vila de Santa Marinha do Zezere juntou mais de 6000 pessoas.
As expectativas para este ano são, por isso, altas, esperando-se que, durante os três dias do festival, o centro cívico de Ancêde, onde terá lugar a segunda edição do evento receba mais de 10 000 festivaleiros.
“O público volta a ser convidado a embarcar na viagem, vestir a década, viver o tempo, as músicas, as máquinas, o convívio, a dança, e o canto em coro das memórias trauteadas neste tempo de outrora. Além da música, o evento vai proporcionar outras vivências, sabores e memórias, com gastronomia, Kids e Games Zone, Escalada, insufláveis ou jogos tradicionais”, anuncia a Câmara Municipal de Baião.
Dirigido a toda a família e com entrada gratuita, o festival “Revolução Grisalha” remete para a música que se cantava e dançava nas discotecas nos anos 80 do século passado.
A generalidade das bandas de então já não existem, mas hoje é possível juntar os seus fãs à volta de Tributos. E é assim que, no dia principal (29, sábado) do “Revolução Grisalha”, haverá um tributo aos QUEEN, de Freddie Mercury, pelos One Vision e outro, numa onda mais romântica, a ROBERTO CARLOS, a cargo de Havana Soul.
Na abertura, a 28, há duas bandas em destaque. Autênticas, elas próprias: os QUINTA DO BILL e a BANDA MARCIAL DE ANCEDE, vestidas de revivalismo, capazes, ninguém duvidará, de fazer nascer uma lágrima no canto do olho de qualquer grisalho. Nessa noite, recordar-se-á, ainda, a música que se dançava na pista da discoteca METROPOLIS, em Baião, que animava as noites e as tardes de fim de semana nos idos de oitenta.
E há domingo (30), cujo programa Paulo Pereira disse ter sido pensado para as famílias. E, por isso, o nome grande do dia de encerramento será o AVÔ CANTIGAS, que as recordações de infâncias também marcam. E, ao terceiro dia do festival – em que as portas abrem logo às 12:00 – haverá animação qb. nas “Kid Zone” e “Game Zone”, jogos tradicionais e dança.
Manter Baião no mapa do turismo sustentável
O “Revolução Grisalha”, avisou recentemente Paulo Pereira, Presidente da Edilidade baionense, não pretende concorrer com os festivais de verão que acontecem um pouco por todo o país. Dirige-se aos baionenses, naturalmente, mas o seu objetivo principal é levar turistas e visitantes a Baião, que muitos já procuram pela natureza, pela história ou pela gastronomia. E insere-se, claramente, na estratégia turística de Baião, que tem o selo de “Destino Turístico Sustentável” (foi o primeiro Município português a obtê-lo).
O festival, de resto, quer-se que seja um “eco-evento”, e a Câmara de Baião criará todas as condições para consegui-lo, garantiu o seu Presidente. “A edição de 2023 correu muito bem, mas a deste ano correrá ainda melhor”, acredita Paulo Pereira.
Seguindo a linha dos eventos realizados em Baião, o Festival vai voltar a assumir-se como ambientalmente responsável, adotando medidas de mitigação da pegada ecológica, informou o Município.

