Papas de Ôlo vão ter Confraria

A última Feira das Papas de Ôlo, que teve lugar fevereiro, foi, das onze já realizadas, a que mais comensais levou àquela freguesia do Marão. No total, a organização disponibilizou 1000 pratos, o que significa que terá servido à volta de 3000 papas, e estima que pela feira tenham passado mais de 2500 pessoas.

Tendo em conta que Olo tem 371 habitantes (censo de 2011), fica-se com uma ideia da dimensão que o evento está a atingir e do número de forasteiros/visitantes que, todos os anos, pelo Carnaval, sobe a Ôlo.

A verdade é que a Feira das Papas de Olo é, hoje, um evento incontornável na agenda de Amarante, sendo certo que a dimensão que atingiu foi conseguida pela manutenção da sua genuinidade ao longo das 11 edições que já leva, sem cedências em termos de qualidade, estando a ser aproveitada pela Junta de Freguesia como estratégia para dar visibilidade e notoriedade a Ôlo, tendo como fim o desenvolvimento local.

Integrando, hoje, Olo, a União de Freguesias (UF) com Canadelo, uma “aldeia com futuro” (v. anterior edição de AM) com quem partilha o rio e onde são relevantes os atrativos turísticos, começa a desenhar-se um plano de desenvolvimento integrado para o território das duas freguesias, assente no Turismo, com roteiros que incluirão, por exemplo, do lado de Ôlo a Central Elétrica (v. texto noutra página) e os fornos de cal do lado de Canadelo, como defende Rui Leite, Presidente da UF de Olo e Canadelo.

A Feira das Papas, essa, continuará a levar, pelo Carnaval, muitas pessoas a Ôlo, mas, a partir do próximo ano, se se concretizar a constituição da Confraria das Papas de Ôlo, gerará, por certo, outros eventos e visitas de gastrónomos e confrades de organizações similares.

A constituição da Confraria das Papas de Olo é defendida por Rui Leite por razões diversas. Por um lado, o evento está consolidado, é suficientemente conhecido e goza de elevada reputação, sendo relativamente fácil ser apadrinhado pelo roteiro gastronómico nacional. Por outro, o autarca defende que a realização da Feira das Papas deve sair da alçada da Junta e passar para uma organização constituída no seio da sociedade civil, embora deva continuar a ser apoiado institucionalmente.

Olga Cavaleiro conheceu Feira das Papas

Dar a conhecer as características das papas que se servem em Olo, bem como a  dimensão da feira, e saber da recetividade da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas (FPCG) para apoiar e integrar no seu seio a Confraria das Papas de Olo, foram as razões que levaram Rui Leite a convidar Olga Cavaleiro, Presidente da FPCG, a deslocar-se a Ôlo, em fevereiro passado.

Do que viu, do enquadramento que constatou, do seu convencimento da genuinidade do “produto”, Olga Cavaleiro ficou convencida e não só deu luz verde, como incentivou a criação da Confraria das Papas de Ôlo, entidade que começa a dar os primeiros passos e que deverá já organizar a 12ª edição da Feira das Papas, no Carnaval do próximo ano.

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