Amarante: que em 2022 a Páscoa esteja de volta

Desde 2019 que, em Amarante, não se cumpre a tradição da Páscoa (Foto AM).

Em Amarante, pelo segundo ano consecutivo, não se cumpriu a tradição da Páscoa, com Compasso, foguetes e banda de música. Como será em 2022?

Em Amarante, em 2019, o domingo de Páscoa foi igual ao dos anos anos anteriores. Os foguetes começaram a ouvir-se por volta das seis da manhã, o que era prenúncio de que as “cruzes” estavam a postos para, durante todo o dia, percorrerem as freguesias do concelho, visitando as casas dos paroquianos.

Em cada uma, de véspera, Sábado de Aleluía, tinha-se feito o picado com que se untou o cabrito ou o anho que, depois de bem marinados, foram ao forno. Havia sol e, ao almoço, a mesa foi posta ao ar livre, no jardim, na varanda ou no quintal, com a família reunida.

O Compasso chegou à hora de costume, anunciado, nas freguesias da cidade, pela Banda de Música de Amarante e por mais foguetes. Foi recebido com rosmaninho, hera e rama de oliveira e, franqueadas as portas em cada lar, “beijou-se o Senhor” e ofereceu-se o folar para a Igreja.

O recolher das cruzes, várias – que a espaços iam chegando defronte da Igreja de S. Gonçalo – aconteceu ao cair do dia, saudado por uma sessão de fogo que durou para cima de 10 minutos.

Porque o concelho é extenso, houve freguesias que tiveram “Visita Pascal” na segunda-feira. Com todos os rituais de domingo.

Foi em 2019. Que em 2022, a Páscoa esteja de volta!

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