Associação Ajuda Animais em Amarante: colaboração precisa-se!

Com dívidas a rondarem os 15 000 euros, a Associação Ajuda Animais em Amarante (AAA Amarante) precisa do apoio da Comunidade e dos poderes locais para saldar os seus compromissos. E de voluntários para levar a cabo a sua missão.

A Associação Ajuda Animais em Amarante (AAA Amarante) foi fundada a 4 de Agosto de 2015, tendo começado por ser um grupo de voluntários com o nome Ajuda Animais em Gondar. Na sua fundação, a associação contava com cerca de 15 voluntários e tinha ao seu encargo 30 animais alojados no seu único abrigo e distribuídos por centros veterinários em tratamento e em famílias de acolhimento temporária (FATs). 

Com o passar dos anos, a associação cresceu em todos os aspetos. Neste momento, conta com cerca de 40 animais distribuídos por dois abrigos, FATs e centros veterinários e cerca de 20 voluntários ativos. Os dois abrigos, localizados em Gondar e em Cepelos, são exteriores, contendo sempre um espaço coberto com casotas e toldos para proteger os animais das condições climatéricas. O objetivo é nunca manter um animal acorrentado, pelo que todos os animais andam livremente pelos recintos dos abrigos. Existe ainda um espaço à parte que permite a sociabilização e entrada de novos animais e um espaço para o armazenamento de comida, produtos, transportadoras e outro material. 

Por ano, e num valor aproximado, são adotados cerca de 400 animais, maioritariamente bebés nascidos na rua. Este número só é possível devido à ajuda da Ornimundo que, em parceria com a associação, acolhe os animais que são recolhidos para serem adotados nas suas lojas, atingindo, assim, um maior alcance de população e contando com um seguimento da adoção e das suas condições. 

Fora os animais que foram adotados e os que ainda se encontram na posse da associação, este valor não fica por aqui. A associação tem ainda cerca de 95 animais sinalizados na rua, que os voluntários tentam, regularmente, alimentar, cuidar e verificar qualquer problema de saúde. Quando se fala num número tão alto de animais com que esta associação lida, também é necessário falar em todos os gastos que isto acarreta. No ano de 2020, só em despesas veterinárias o montante foi de 21 401,75 euros. 

Neste momento, a associação tem uma dívida de quase 14 000 euros, o que é uma situação insustentável que põe em causa o futuro da associação e possíveis resgates urgentes muito incertos. Sendo AAA de Amarante uma associação sem fins lucrativos, todas as despesas são suportadas pelos donativos da população. Neste momento, a associação está à espera de um subsídio da Câmara Municipal. 

Regularmente são elaboradas companhas de crowdfunding nas redes sociais, tanto para angariar fundos, como bens essenciais, como seja medicação, material de limpeza e até mesmo alimentos específicos de acordo com a saúde do animal. São também organizadas pela Animalife normalmente duas campanhas no Continente, nas quais a AAA Amarante participa e que permite recolher bens alimentares para todos os animais, tanto os dos abrigos como os de rua e os das FATs.

Fernanda Soares, uma das voluntárias da associação encarregue de muito trabalho logístico e de campo, afirma que com “a constante procura de ajuda e a escassez de recursos torna muito complicado conseguir cumprir aquilo a que a associação se comprometeu: ajudar os animais de rua e sensibilizar a população e entidades para o problema de abandono e maltrato animal. Muitas vezes, o difícil deste propósito é o julgamento por parte da população na impossibilidade do resgate de um animal, na demora da resposta de um pedido ou até mesmo na recusa de certas adoções”, diz. 

Isto, explica Fernanda, deve-se a um pensamento errado de que esta associação é capaz de tratar todos os animais numa má situação, de que está sempre disponível e ativa nas redes sociais ou até mesmo que por ser uma associação que vive da ajuda, tem como obrigação entregar o animal à primeira pessoa que aparecer para conseguir colocar outro no seu lugar. Na verdade, apesar desta associação viver de toda a ajuda que consegue receber, o mais importante é o bem-estar dos animais, a possibilidade ou não de os adotantes cumprirem as condições de adoção (colocação de microchip, esterilização/castração, vacinação, espaço vedado e suporte de quaisquer despesas que possa vir a ser necessário ter com os animais) e, assim, garantir que estes vão ter uma vida tão boa ou igual à que já lhes é dada nos abrigos.

Outro fator importante é a população em geral, os portugueses e, claro, os amarantinos perceberem que todos os voluntários que constituem a associação têm trabalhos, filhos, mães, atividades, convívios e dedicam um pouco do seu dia e da sua semana para tornar todo este trabalho possível.  Segundo Fernanda “parte-se-nos o coração de cada vez que a nossa ajuda não é suficiente, mas o número de apelos e pedidos tem-se tornado muito grande”. Como em todas as associações, e até mesmo empresas, existem sempre aspetos a melhor e, segundo Fernanda, a participação de mais voluntários e uma maior divisão de cargos e de tarefas poderia levar a uma melhor organização, descanso e distribuição deste trabalho voluntariado. 

Neste momento, a associação apela a uma ajuda por parte de todos, para que seja possível continuar a realizar este trabalho que se mantém há seis anos e que permitiu resgatar, esterilizar e cuidar de mais de 2500 animais no total. Apela também à consciência de que é necessário esterilizar os animais, prevenindo futuras ninhadas indesejadas e abandonos tanto das mães como dos recém-nascidos, o que levará a um efeito em cascata no número de animais abandonados. Qualquer pessoa se pode tornar voluntária, ajudando na limpeza e cuidado dos seus abrigos, famílias de acolhimento temporárias em animais de resgate urgente, ou até mesmo apadrinhando um animal ao cuidado da associação. Se todos ajudarmos com um pouco que seja, o futuro desta associação pode ser promissor e ter um papel ativo e fundamental em Amarante.

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1 Comment
  1. LoSP28 1 semana atrás

    Hey! Talvez partilhar um link paypal/MBway para doações pode ajudar.

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