Amarante recebe I Congresso do Caminho de Santiago a 17 e 18 de junho

O Caminho de Torres faz-se ao longo de 567 quilómetros, 235 dos quais em território português (Foto de António Sá).

O Caminho de Torres, que liga Salamanca a Santiago de Compostela, é um dos itinerários jacobeus estruturados em Portugal e prolonga-se por 567 quilómetros, 235 dos quais em território português, abrangendo 15 municípios. A 17 e 18 de junho, terá lugar, em Amarante, o I Congresso Internacional do Caminho de Santiago.

Nos próximos dias 17 e 18 de junho, Amarante vai receber o I Congresso Internacional do Caminho de Santiago, que irá decorrer no Centro Cultural de Amarante (CCA), e no qual irão ser discutidos vários temas relacionados com os Caminhos que levam os peregrinos até Santiago de Compostela e, em especial, o Caminho de Torres. 

Entre outros convidados, estão vários autarcas do norte de Portugal e Galiza, presidentes das Comunidades Intermunicipais, a Secretária de Estado do Turismo, o presidente do Turismo de Portugal e a Ministra da Cultura.  

O Caminho de Torres – idealizado para homenagear Diego Torres, escritor e professor catedrático de Salamanca, que esteve exilado em Portugal –  estará no centro das atenções. Este Caminho, que une Salamanca a Santiago de Compostela, é um dos itinerários jacobeus estruturados em Portugal e prolonga-se por 567 quilómetros, 235 dos quais em território português, abrangendo 15 municípios. Em 2016, as cinco Comunidades Intermunicipais do Norte de Portugal juntaram-se num projeto único e que ainda decorre, que visa o levantamento e sinalização do percurso, num investimento que ascende a 1, 06 milhões de euros. 

A semana passada, a Comunidade Intermunicipal do Douro apresentou a parte do Caminho que passa pela região duriense. Uma apresentação feita no Santuário de Nossa Senhora da Lapa, em Sernancelhe – um local histórico e de culto por parte dos peregrinos. 

O presidente da CIM Douro, Carlos Silva Santiago, a Diretora Regional da Cultura do Norte, Laura Castro, e o Presidente do Turismo do Porto e Norte, Luís Pedro Martins, não tiveram dúvidas em reconhecer o potencial do Caminho para o norte de Portugal, numa óptica de promoção do enoturismo e dos produtos endógenos da região. A diretora da Direção da Cultura do Norte, Laura Castro, salientou a “importância destes caminhos na agregação dos valores patrimoniais, culturais e naturais que agregam territórios”.

Para o presidente da CIM Douro todos os contributos que se puderem dar para que a região do Douro seja cada vez mais valorizada são fundamentais: “a candidatura que está a ser feita pela Secretaria de Estado do Turismo é que este Caminho seja reconhecido e valorizado como Património Mundial. Se assim for, passamos a ter quatro na região do Douro: o Alto Douro Vinhateiro; o Vale do Côa; o Barro Preto de Bisalhães e podemos ter este (Caminho de Torres).”

Em Amarante, nos dois dias do 1º Congresso Internacional do Caminho de Torres, serão discutidos estes e outros temas como “O Caminho de Torres: oportunidade e estratégia regional”, “Um caminho, muitos caminhos”. A gestão de um património singular”, “Caminhos de Santiago em Portugal: entre o entusiasmo e a inoperância” e a “A experiência associativa nos Caminhos de Santiago: opções e limites de intervenção”.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, fará o encerramento da iniciativa a partir das 16h40, do dia 18 de junho. O Congresso será realizado em formato misto, isto é, presencial, no Centro Cultural de Amarante, exclusivamente para oradores e parceiros do projeto, dada a lotação do espaço imposta pela DGS devido à pandemia de COVID-19; e online, para o público em geral. A inscrição é gratuita, mas obrigatória, podendo ser feita através de formulário eletrónico próprio, disponível nesta ligação:https://forms.gle/qhQ8zD2k4PDQhWuh9.

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