Cercimarante: Nuno Gomes e outros notáveis ajudam na angariação de fundos

Nuno Gomes é um dos notáveis que dá a cara pela campanha da Cercimarante (Foto AM).

Campanha visa conseguir dinheiro para a construção de um edifício de três pisos, destinado à criação do Lar Residencial António Pinto Monteiro e de uma Unidade Sócio Ocupacional (USO), em Amarante.

O amarantino Nuno Gomes, ex-jogador de futebol do Benfica e da Fiorentina, é um dos rostos da campanha “Juntos construímos mais sorrisos”, organizada pela Cercimarante, que sugere à comunidade a consignação, àquela cooperativa, de 0,5 por cento do IRS (imposto líquido).

Desenvolvida nas redes sociais, a campanha, iniciada no princípio de fevereiro, conta já, também, com a participação das locutoras de rádio Joana Cruz, Carla Rocha e Joana Marques; dos cantores NOBLE e Zé Amaro, da jornalista e apresentadora de televisão Ana Guedes Rodrigues; do ex-árbitro e comentador Desportivo Pedro Henriques e do Grupo Sons do Minho. Em breve, segundo a Cercimarante, outras figuras mediáticas darão a cara pela iniciativa.

A campanha em causa visa conseguir dinheiro para para a construção de um edifício de três pisos, destinado à criação do Lar Residencial António Pinto Monteiro e de uma Unidade Sócio Ocupacional (USO), em Amarante.

Trata-se de dois equipamentos imprescindíveis ao nosso concelho, e porque não dizer à nossa região. O primeiro, porque, apesar de já possuirmos o Lar Residencial Amália Mota, com capacidade para 15 utentes, esta é, deveras, insuficiente para as atuais necessidades, cuja lista de espera é já superior a 50 clientes. Quanto ao segundo equipamento, sendo destinado a um público-alvo diferente, no caso pessoas com doença mental, estamos perante uma necessidade identificada a nível nacional, que urge colmatar”, sublinha o presidente do Conselho de Administração (CA) da Cercimarante, Carlos Pereira.

Estima-se que, em Portugal, por cada 100 pessoas 30 sofram, ou venham a sofrer, num ou noutro momento da vida, de problemas de saúde mental, e que cerca de 12 tenham uma doença mental grave. 

É, pois, imperativo que, serviços como este possam ser uma realidade, de modo a contribuir para a reabilitação de todos os indivíduos afetados por problemas de saúde mental, pois são, igualmente, cidadãos de pleno direito. Não deverão ser excluídos do resto da sociedade, mas, antes, apoiados no sentido da sua plena integração na família, na escola, nos locais de trabalho e na comunidade”, defende Carlos Pereira.

Apesar de ter submetido uma candidatura ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais – PARES 3.0, cujo financiamento público poderá atingir um máximo de 80% de financiamento do investimento total, com efeito, neste Aviso, a Cercimarante viu ser-lhe, somente, contemplado o Lar Residencial, o que implica que a USO tenha de ser um investimento enquadrado na componente privada.

Perante a não elegibilidade da USO, neste Aviso, e que corresponde a um valor aproximado de 790.000,00 euros, o CA da Cercimarante vê-se, nesta fase, obrigado a suspender a execução parcial daquele equipamento, como esclarece o presidente: “E que se traduz numa redução do investimento em cerca de 425.000,00 euros, pois que toda a envolvente exterior, e demais partes comuns do edifício, terão de estar concluídas para que possamos obter o licenciamento, e posterior celebração do acordo de Cooperação com a Segurança Social, para o funcionamento do Lar Residencial para Pessoas com Deficiência ou Incapacidade”.

Unidade Sócio Ocupacional é uma necessidade urgente

Contudo, Carlos Pereira acredita que esta situação possa, ainda, vir a ter algum revés. “Pelas razões já referidas, a USO impõe-se como uma necessidade urgente e fundamental para todo o nosso território, pelo que, acreditamos que, com o Plano de Recuperação e Resiliência, para 2021-2025, ainda possa haver a possibilidade de se garantir algum apoio, para a concretização deste serviço tão importante para a economia do concelho e do paísIndependentemente desta possibilidade, este é um desafio para todos nós, porquanto obrigará, apesar dos apoios, a um considerável esforço financeiro da nossa Cooperativa, naquela que é a componente privada do investimento”.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), estima-se que as organizações da Economia Social sejam responsáveis por 6,3% dos postos de trabalho, na UE28. “Entidades como a nossa atuam, sobretudo, a nível local, o que nos permite não só identificar como também responder às necessidades locais”, salienta o presidente Carlos Pereira.

Em jeito de conclusão, o presidente do CA da Cercimarante deixa um apelo à comunidade: “Convictos da vossa compreensão e, apesar do momento difícil que todos atravessamos e que, infelizmente, ainda perdurará, por mais algum tempo, aproveitamos esta oportunidade para apelar à solidariedade de tod@s @s amarantin@s, em especial d@s empresári@s, para que, de algum modo, possam associar-se a este projeto, contribuindo dentro das suas possibilidades, com um donativo que nos permita concretizar mais um projeto da Cercimarante, mas que é, acima de tudo, de todos nós, Amarantinos. Aproveitamos, ainda, para relembrar que, no âmbito deste projeto, poderão, através da consignação de 0,5% do IRS, ajudar-nos na angariação de fundos, transformando os vossos impostos em mais sorrisos”.

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