CIM do Tâmega e Sousa reivindica apoios para o setor do têxtil e vestuário

CIM do Tâmega e Sousa reclama apoios governamentais para minimizar crise no setor têxtil e do vestuário (Foto de Chris F, no Pexels)

Segundo a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, baseando-se em dados do INE – Instituto Nacional de Estatística, a região foi particularmente atingida pelo impacto económico causado pela pandemia de Covid-19. Em 2020, as exportações de têxteis e vestuário registaram uma quebra de quase 30%, sendo que a subcategoria de vestuário de tecido apresenta o valor ainda mais alto, com uma redução de mais de 40%.

A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa) pediu ao Governo um reforço das atuais medidas de apoio ao emprego e à economia para a indústria do têxtil e do vestuário, um dos setores industriais estratégicos desta região, por forma a evitar um crescimento acelerado do encerramento de empresas e, consequentemente, do desemprego, anunciou aquela entidade.

Entre as medidas reivindicadas pela CIM do Tâmega e Sousa ao Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital e à Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social estão a possibilidade de acesso das empresas ao regime de “layoff simplificado”, para que seja possível suspender parcial e temporariamente a atividade industrial, sem perda de postos de trabalho, bem como a revisão dos encargos para as empresas no “apoio extraordinário à retoma progressiva” e no “apoio excecional à família”, cruciais para a sobrevivência das empresas e para o equilíbrio económico e social do Tâmega e Sousa, considera a CIM-TS.

Segundo a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, baseando-se em dados do INE – Instituto Nacional de Estatística, a região foi particularmente atingida pelo impacto económico causado pela pandemia de Covid-19. Em 2020, as exportações de têxteis e vestuário registaram uma quebra de quase 30%, sendo que a subcategoria de vestuário de tecido apresenta o valor ainda mais alto, com uma redução de mais de 40%.

Estas quebras terão, necessariamente, reflexo na estrutura empresarial deste setor, que na região do Tâmega e Sousa emprega quase 19 mil pessoas, 17 mil das quais na produção de vestuário. Ou seja, 32% do total de trabalhadores da indústria transformadora desta região estão ao serviço das indústrias têxtil e do vestuário.

Nos contactos que a CIM-TS tem mantido com os representantes das associações setoriais – ANIVEC/APIV – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção e ATP – Associação Têxtil e Vestuário em Portugal –, a CIM do Tâmega e Sousa percebeu que, nos próximos meses, não existem perspetivas de retoma nos principais mercados europeus – que representam 75% das exportações de têxteis e vestuário do Tâmega e Sousa –, receando, por isso, pelos efeitos devastadores que esta realidade possa ter nas empresas e no emprego na região.

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