Amarante: Câmara anuncia recuperação da Biblioteca Municipal

É este o estado atual do edifício e logradouro da BMAS (Foto AM).

Desde há vários anos que, na BMAS, os invernos são vividos em sobressalto, havendo, nessa altura do ano, baldes e “cestos de vindima” espalhados pelo segundo andar do edifício a recolher a água que cai dos tetos ou se infiltra pelas paredes, arrastando consigo estuque e gesso. Na Sala de Adultos, há, mesmo, uma zona interdita a leitores, não vá acontecer algum acidente”.

O Município de Amarante noticiou nas redes sociais que vai avançar com obra de reabilitação e conservação da Biblioteca Municipal Albano Sardoeira (BMAS), acresentando que foi já assinado o respetivo contrato.

Os trabalhos, segundo a autarquia, “incluem o tratamento e resolução das patologias construtivas, nomeadamente a alteração da cobertura, pintura exterior, instalação de canais de drenagem de águas pluviais, trabalhos de conservação e limpeza do revestimento azulejar existente na fachada, execução de tratamento de impermeabilização profunda das paredes e aplicação de isolamento térmico”.

A Biblioteca e o Arquivo municipal estão instalados no histórico edifício do antigo Convento de Santa Clara, cuja origem remonta ao século XIV e que se encontra classificado como Imóvel de Interesse Público (IIP) desde 1974.

“Por estar inserido numa Zona Geral de Proteção e deter o estatuto de Imóvel de Interesse Público, a intervenção pautar-se-á por critérios rigorosos de sustentabilidade e contenção, abdicando-se de soluções intrusivas e valorizando-se os elementos construtivos originais do edifício, mantendo inalterados os parâmetros urbanísticos e as áreas existentes do imóvel”, alerta a autarquia.

AMARANTE MAGAZINE deu conta, em junho de 2024, do estado de abandono e degradação da BMAS, escrevendo, designadamente. que “no inverno, a água escorre pelas paredes interiores e faz desprender o gesso dos tetos; no exterior, o reboco cai das fachadas e as ervas vão tomando conta do logradouro. (…) Desde há vários anos que, na BMAS, os invernos são vividos em sobressalto, havendo, nessa altura do ano, baldes e “cestos de vindima” espalhados pelo segundo andar do edifício a recolher a água que cai dos tetos ou se infiltra pelas paredes, arrastando consigo estuque e gesso (ver imagens). Na Sala de Adultos, há, mesmo, uma zona interdita a leitores, não vá acontecer algum acidente”.

O custo total da empreitada ronda, segundo nota da Câmara de Amarante, 380.000,00 mil euros.

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