Amarante: “Verde” de Sanche serve-se no fim de semana

Verde ou Vazulaque.

O “verde” serve-se como entrada, mas há também quem o entenda como prato principal. Nos anos cinquenta e sessenta do século passado era prato certo nos casamentos, sendo servido em casa da noiva antes da partida para a igreja.

A União das Freguesias de Aboadela, Sanche e Várzea realiza, a 4 e 5 de maio, o 13º Festival do Verde, com animação, petiscos e caldo verde à mistura.

“verde” ou “bazulaque” é um prato típico das freguesias rurais do Marão, feito à base de “miúdos” de anho. Leva, na sua confeção, os seguintes ingredientes: sangue de anho cozido, coração, colada (ou pulmões), fígado e rins, pão de Padronelo recesso, cenoura, cebola, frango, chouriço, moira, louro, salsa, sal e pimenta.

Uma preparação cuidada deve ter em conta o seguinte: para uma panela de grandes dimensões parte-se a cebola aos cubos. Desfia-se frango cozido e junta-se ao estrugido de cebola; corta-se o chouriço e a cenoura aos bocadinhos, juntando-se ao preparado anterior. Depois,  em pedaços, adicionam-se, finalmente, o coração, a colada e o fígado do anho ao frango, junta-se água, e deixa-se estufar. Rela-se o sangue cozido para que este fique com um aspeto esfarelado, e, por último, corta-se o “trigo de cantos” aos bocados e junta-se ao refugado. Tempera-se com algum sal e pimenta abundante. Retira-se do lume quando o pão começar a desfazer-se e vai à mesa.

O “verde” serve-se como entrada, mas há também quem o entenda como prato principal. Nos anos cinquenta e sessenta do século passado era prato certo nos casamentos, sendo servido em casa da noiva antes da partida para a igreja.

No Festival do Verde de Sanche, para além do bazulaque, servem-se petiscos locais: orelha com molho verde, bolinhos de bacalhau, bola de carne e tripas. Para beber: vinho verde, branco ou tinto.

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