A nova Biblioteca Municipal de Baião, inaugurada a 14 de janeiro pelo Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, tem como patrono o escritor António Mota, 65 anos, um filho da terra que conta com mais de uma centena de títulos publicados.
A proposta para dar ao equipamento o nome do autor de “No meio do nada”, “O Pedro Alecrim” e muitos outros livros, vários dos quais integram o Plano Nacional de Leitura, foi do Presidente da edilidade, Paulo Pereira, que classificou o António Mota como um “ilustre baionense que contabiliza 40 anos de atividade literária como escritor, sendo uma personalidade marcante da vida cultural de Baião”.
A homenagem prestada a António Mota é ainda justificada pelo autarca baionense com o seu reconhecimento público nacional, “comprovado pelos diversos prémios e distinções que lhe foram atribuídos, pela extensa obra literária, com diversos títulos traduzidos em várias línguas, além do contributo que vem prestando em outras publicações e ações relevantes para o enriquecimento do património cultural”.
António Mota
António Mota nasceu em Vilarelho, Ovil, concelho de Baião, distrito do Porto, em 1957. É professor do Ensino Básico desde 1975 e publicou mais de 100 obras, sendo que mais de 50 livros de sua autoria foram integrados no Plano Nacional de Leitura.
Em 1979 publicou o seu primeiro livro: “A Aldeia das Flores”. Em 1983, com a obra “O rapaz de Louredo” ganhou um prémio da Associação Portuguesa de Escritores.
Em 1990, com o romance “Pedro Alecrim” recebeu o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças. Em 1996, com a obra “A casa das bengalas”, ganhou o Prémio António Botto. Em 2004 recebeu o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para crianças e jovens, na modalidade livro ilustrado, com o livro “Se eu fosse muito magrinho”.
Em 2006 escreveu o seu primeiro livro para adultos “Outros Tempos” – obra profundamente marcada pela ruralidade.
Em 2008 foi agraciado pela Presidência da República como Oficial da Ordem de Instrução Pública.
Em 2014 e 2015 foi nomeado para o prémio ALMA, uma das mais importantes distinções internacionais na área da literatura infantojuvenil.
A sua obra, “Mensagens do avô”, publicada em 2020, foi a mais recente direcionada para adultos.
Em 2022 lançou o seu último livro com o título “A minha família”.
Participou em diversas publicações concelhias, de onde se destacam, a primeira e única Monografia realizada até hoje, a pensar especialmente nas crianças e jovens, “Andarilhos de Baião”; a publicação regular da página “O Cantinho da Criança”, no jornal concelhio “Notícias de Baião” (primeira série), e a chefia de redação da revista cultural BAYAM, da Cooperativa Cultural de Baião – Fonte do Mel, publicação à qual foi atribuído o estatuto de “Interesse Público Cultural”.
Desde 1980, António Mota é convidado a visitar escolas do ensino básico e secundário e bibliotecas públicas em diversas localidades do País, contribuindo, desta forma, para o fomento do gosto pela leitura entre crianças e jovens. Tem colaborado em vários jornais e foi interveniente em ações realizadas por várias Escolas Superiores de Educação de Portugal.
