Com organização da Junta de Freguesia da União das Freguesias de Ôlo e Canadelo, vai ter lugar no fim-de-semana (1 e 2 de março) mais uma edição da Feira das Papas de Olo, que decorrerá no edifício da antiga escola primária da freguesia.
A edição deste ano da Feira das Papas de Olo volta a ter uma aposta forte na animação, anunciando o seu cartaz a atuação de Palhetas Amarantinas, Grupo de BombosAmar Olo; Grupo das Tainadas, Rancho de Vila Chã do Marão e Basfado.
O programa inclui, ainda, à margem da feira, um “free trail” (não competitivo) de 15 quilómetros e uma caminhada (8 quilómetros), a realizar no domingo, 2, ambos com partida às 9:00.
Animação àparte, o que se celebra em Olo no próximo fim de semana são as papas (de couves, nabiças e de sarrabulho), que remetem para as tradições locais, marcadas por uma grande ruralidade e por atividades associadas aos trabalhos do campo e da floresta, a exigirem mão-de-obra bem alimentada e possante. O evento acontece no fim-de-semana imediatamente antes do Carnaval, marcado, também, por particularidades gastronómicas, baseadas na matança do porco e no aproveitamento das suas carnes.1
Paralelamente à Feira das Papas, decorrerá uma exposição/venda de produtos locais, com enchidos e fumeiros, mel, compotas e artesanato.
Ôlo é uma das mais míticas aldeias do Marão, conhecida, desde logo, pela sua proximidade à Central Elétrica de Ôlo, mandada construir por António Lago Cerqueira, e que, a partir de 1918, passou a abastecer de energia elétrica a cidade de Amarante.
Com uma economia, em tempos idos, muito ligada à serra, através da floresta e das minas de volfrâmio (a última a fechar foi a de Vieiros, ali ao lado, em 1972), e depois de um acelerado processo de desertificação populacional, Ôlo procura um novo futuro, assente nos seus recursos naturais (hídricos e paisagísticos), nas suas idiossincrasias, identidade e cultura local.
É neste contexto que se insere a Feira das Papas, evento em que se esperam sábado e domingo de Carnaval, muitos forasteiros e filhos da terra, emigrados, tomados por reminiscências do passado.

