“Destinada” a ser advogada, Débora viria a mudar a agulha do seu futuro já no final do secundário, quando, aluna da professora Elsa Cerqueira, tomou contacto com o cinema ao frequentar um clube dinamizado por aquela docente.
O programa Cinemax, da RTP 2, deu destaque, durante o fim de semana, a “Teus braços, minhas ondas”, uma curta-metragem de Débora Gonçalves, jovem realizadora de Amarante.
Trata-se do trabalho final da Licenciatura em Cinema que Débora concluiu, em 2019, na Universidade da Beira Interior (UBI) e com o qual “fez o circuito” dos festivais de curtas-metragens (com exceção do de Vila do Conde) e que lhe valeu uma menção honrosa no FEST, de Espinho
Com a duração de 10 minutos, “Teus braços, minhas ondas” tem como argumento a história de um casal em desespero no período de crise que se seguiu a 2011, em que a troika e o FMI mandaram em Portugal. O ponto de partida para a “estória”, encontrou-o Débora, segundo disse a AMARANTE MAGAZINE, numa crónica do jornal Expresso, que ela, depois, ficcionou.
A opção pelo cinema
“Destinada” a ser advogada, Débora Gonçalves tomou contacto, de perto, com o cinema na Escola Secundária de Amarante, frequentava, então o 10º ano, ainda antes do surgimento do Plano Nacional de Cinema. Aluna da professora Elsa Cerqueira, dinamizadora de clubes de cinema naquela escola, Débora começou por assistir a sessões que a docente ali promovia e, em breve, definiria a sua vocação: ser cineasta.
Para isso, reconhece, contribuiu também a frequência do Cinema Teixeira de Pascoaes, dinamizado pelo Cineclube de Amarante, onde lhe foi possível assistir a debates sobre a sétima arte e a interagir com produtores e realizadores. Convencida do que queria fazer na sua vida, na hora de concorrer ao ensino superior, Débora não hesitou e colocou cinema em primeiro lugar.
Ainda a frequentar a licenciatura, Débora Gonçalves regressou à secundária de Amarante, onde fez o documentário “A Sétima Asa”, sobre o Plano Nacional de Cinema. “Foi uma forma de agradecer à escola o que me proporcionou enquanto a frequentei”, disse.
Aos 24 anos, a filmografia de Débora conta-se por cinco filmes, o último dos quais, “A Felicidade e coisas mórbidas”, foi também produzido em contexto académico, sendo resultado do trabalho final do Mestrado em Cinema, recentemente concluído.
(AMARANTE MAGAZINE publicará, em breve, uma entrevista com Débora Gonçalves).


