“Enamorarte” no palco para alertar contra a violência no namoro

A 20 de fevereiro, o Amarante Cine-Teatro recebe três sessões da terceira edição do espetáculo “Enamorarte”, criado pelo Conservatório de Amarante, a convite do Município e da GNR local, que alia teatro, música e dança à sensibilização para a violência no namoro.

Este ano, o espetáculo conta com uma sessão aberta ao público que se realiza pelas 21h, revertendo as receitas da entrada, 5 euros, para a dinamização do programa municipal MISSÃO OUVE-TE, o qual será devidamente regulamentado, destinado a entidades locais sem fins lucrativos, para a criação e implementação de projetos de cariz social, cultural, educativo ou ambiental.

Os alunos do 10.º ano das escolas públicas e privadas do concelho assistirão ao espetáculo, em duas sessões, que decorrem às 11h00 e às 14h30, numa ação que reforça o trabalho de prevenção já desenvolvido ao longo do ano letivo pelo Gabinete Bem-me-quer (Gabinete de Informação e Apoio a Vítimas de Violência Doméstica) do Município e pela GNR de Amarante, que realizaram várias sessões nas escolas, abrangendo mais de 700 alunos.

De acordo com nota de imprensa da autarquia, a pertinência da iniciativa é reforçada pelos dados do Estudo Nacional de Violência no Namoro de 2026, promovido pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) e pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), no âmbito do projeto “ART’THEMIS+ UMAR Jovens Protagonistas na Prevenção e na Igualdade de Género”, financiado pela CIG. O estudo, apresentado na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, envolveu 8080 jovens.

Entre os resultados, destaca-se a persistência da legitimação de comportamentos abusivos nas relações afetivas. Do total de participantes, 68,2% não consideram violência pelo menos um dos 15 comportamentos descritos no inquérito, sendo o controlo o comportamento mais legitimado (53,4%). Ao nível da vitimização, 66,7% dos jovens que indicaram já ter tido ou ter uma relação de namoro afirmaram ter experienciado pelo menos um dos indicadores de violência, sendo novamente o controlo o comportamento mais referido (46,9%).

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