Exposição do Prémio Ilustre Amarantino 2020 mostrada em Felgueiras a partir do dia 2

A Exposição coletiva resultante da quinta edição do Concurso de Fotografia Ilustre Amarantino 2020, composta por 18 obras e que teve como tema o pintor António Carneiro, estará patente ao público na Biblioteca e Arquivo Municipal de Felgueiras entre 2 e 27 de novembro de 2020. Devido à situação de calamidade, em função da pandemia da Covid-19, não haverá inauguração da exposição daquela mostra.

Organizado pela Associação para a Criação do Museu Eduardo Teixeira Pinto, pela União de Freguesia de Amarante e pelo Café-Bar S. Gonçalo, o concurso Ilustre Amarantina premiou, este ano António Alves Tedim (1º Prémio); Abílio Jorge de Sousa Mendes (2º Prémio) eAntónio José dos Santos Cunha (3º Prémio). Com Menção Honrosa foram distinguidos Carlos Elisio Teixeira Vasconcelos Silva; Jorge Simão Pereira Brito Meira e Valter Bruno do Vale Coelho.

Tendo, pois, como referência o António Carneiro, figura importante da pintura portuguesa, um dos mais notáveis pintores nacionais da viragem dos séculos XIX-XX, para este neste foram definidos três cenários diferentes:

I. Rua Frei José Amarante 

António Teixeira Carneiro Júnior nasceu em Amarante, na freguesia de S. Gonçalo, no bairro da Graça, a 16 de setembro de 1872. O bairro da Graça, um bairro humilde onde morava a sua mãe (exposta da roda), situava-se entre as atuais ruas Teixeira de Vasconcelos e Frei José Amarante.

Na Rua Frei José Amarante, que tem início na Praça da República (também conhecida por Largo de São Gonçalo) e termina na Rua Teixeira de Vasconcelos, situa-se a Igreja Nosso Senhor dos Aflitos, vulgarmente designada de São Domingos, que se levanta sobranceira à Igreja do Convento de São Gonçalo.

Construída pela Ordem Terceira de São Domingos e concluída em 1725, exibe uma fachada de estilo barroco, rematada, no tímpano, com as armas dominicanas.

Num espaço contíguo à Igreja, a riqueza do legado patrimonial religioso ganha visibilidade no Museu de Arte Sacra, dividido em dois pisos: no primeiro, com os espaços das artes decorativas, pintura, paramentaria e alfaias litúrgicas e, no segundo, com as salas de imaginária dos séculos XVI-XVIII e de imaginária do século XIX.    

A fotografia a concurso deverá conter a Rua Frei José Amarante ou parte dela.

II. Casa-Oficina António Carneiro

A Casa-Oficina António Carneiro é um edifício construído nos anos 20 do século passado pelo próprio artista, que aí acabou por viver e trabalhar. Este edifício foi também habitação e local de trabalho dos seus dois filhos: Cláudio (1895-1963), que se notabilizou como compositor, e Carlos (1900-1971), que deu continuidade à herança artística do pai.

A Casa-Oficina António Carneiro fica na rua a que a câmara do Porto deu o nome do pintor, na freguesia do Bonfim. Em 1925, ano em que inaugurou o seu atelier, a atual Rua António Carneiro tinha o nome de Rua Barros Lima.  

Este cenário tem como foco o edifício – Casa-Oficina António Carneiro. A fotografia a concurso deverá conter a fachada da Casa-Oficina António Carneiro ou parte dela, podendo ser enquadrada na paisagem envolvente.

III. Criativo

Fica ao critério de cada participante o local escolhido, tendo sempre como base de inspiração o pintor António Carneiro. Sujeito à criatividade de cada artista.

O júri do concurso foi constituído por António Pinto (Presidente do júri), Francisco Piqueiro, José Manuel Ribeiro e Verónica Teixeira Pinto.

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