O auditório da Biblioteca Municipal Albano Sardoeira encheu-se, no passado sábado, 4, para homenagear Maria Eulália Macedo, quando se evocava o 10º aniversário do falecimento da escritora, no ano em que, se fosse viva, completaria 100 anos de vida.
A homenagem foi-lhe prestada, num primeiro momento, pela família, na Casa dos Macedos, onde viveu na companhia da irmã Lurdes e, depois, por muitos amigos, admiradores e leitores dos seus escritos, que viram os quatro livros editados por “Lala” (como era carinhosamente tratada) reunidos numa única edição, genericamente designada “Maria Eulália Macedo, o Meu Chão é de Vertigem”: “Construção no Vento Norte” (1968), “Raízes” (1970), “Histórias de Poucas Palavras” (1971) e “As Moradas Terrenas” (1994).
Em julho de 2011, Eulália Macedo recebeu, do Executivo Municipal de então, a Medalha de Honra do Município, a mais alta distinção outorgada pela autarquia.
Na ocasião, Maria João Reynaud, Professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e estudiosa dos escritos de Maria Eulália Macedo, disse dela pertence a “uma família de escritores, onde destaco Sophia de Mello Breyner Andersen e Maria Ondina Braga. Escritores que retiram da imanência o sentido último da sua escrita, fazendo dela o espelho profundo da precariedade da própria vida. Na sua obra extremamente pessoal, a grandeza e a miséria, a alegria e a dor, a beleza e a fealdade são a faces reversíveis da verdade humana. As raízes da sua escrita mergulham no húmus amarantino, para dele retirar a força redentora que lhe confere um sentido maior”.
