A Casa da Granja, Espaço Cultural e Museológico, inaugura, a 22 de março, pelas 16:00, uma exposição de fotografia de Plácido Lopez Rodriguez, designada “Dacabalo do Aire”. Na ocasião será apresentado um livro com o mesmo nome, com textos de Clara Martin.
A exposição “Dacabalo do Aire” reúne um acervo de imagens com as quais Plácido L. Rodríguez ilustra os textos de Clara Martín, reunidos no livro de histórias com o mesmo nome e publicado pela Ir Indo Edicións.
“Dacabalo do aire, histórias para ver e ler, constitui um desafio estimulante, sinestésico e simbiótico na sua comunhão entre o passado e o presente, uma vez que integra quinze histórias de tradição oral, compiladas e escritas por Clara Martín, que corre entre a meia verdade da lenda e a meia verdade da mentira da realidade”, lê-se em nota da Casa da Granja.
“Com curadoria de Verónica Teixeira Pinto, na exposição, composta por 30 fotografias, destaca-se a intensa captura psicológica do artista visionário, a expressão narrativa presente nas imagens, a sua visão analítica e a sua cultura cinematográfica”, acrescenta-se.
A Mostra vai estar patente ao público até 10 de maio.
PLÁCIDO LÓPEZ RODRÍGUEZ nasceu em Gomesende, Ourense, em 1954.
É fotógrafo profissional desde 1973, ano em que se muda para Madrid, onde viveu grande parte da sua vida, para estudar fotografia no CEV e vídeo-televisão no TAI.
De 1981 a 1985 colaborou em revistas e imprensa espanhola com artigos, fotografias e entrevistas. Em 1986 entrevistou Robert Mapplethorpe para a revista “Arte Fotográfica”. Em 1997 fundou a Galeria “Artegrafia”, dirigindo exposições de arte fotográfica até ao ano de 2001.
Foi comissário de exposições de distintos autores tanto nacionais como estrangeiros.
As suas obras fazem parte de coleções públicas em museus de Espanha e Cuba, país com quem mantém uma relação estreita desde que, em 2002, organizou e a participou de uma exposição sobre Cuba com outros três fotógrafos: Schommer, Díaz Burgos e Díaz Maroto, uma exposição que também esteve no Museu Municipal de Ourense (Outono Fotográfico 2002) e no Festival Internacional de Photoespaña, em Madrid e Valência.
Desde 1985 expõe com bastante frequência, tanto individual como coletivamente, destacando-se: As Reales Sociedades Fotográficas de Madrid e Zaragoza, Gran Teatro de La Habana (Cuba), Galerias privadas em Córdoba, Zaragoza, Ourense, Ciudad Real, León, Pontevedra, etc. Salas de exposições de Caja Madrid, Castilla La Mancha, Festivais como Photoespaña (Madrid), Outono Fotográfico (Ourense) e Otoño de La Comunidad de Madrid. Museus como o Municipal de Ourense, o Centro Cultural Marcos Valcárcel (Ourense), o Elisa Cendrero de Ciudad Real, a Casa de Galícia em Madrid, o CC. Maalbeek de 8Bruxelas (Bélgica), etc.
As suas fotografias têm sido publicadas nas melhores revistas de fotografia, ocupando várias vezes a capa (Arte Fotográfica, F V Actualidad, Diorama, Álbum, La Fotografía, Fotografías, etc), em jornais regionais (A Voz do Tajo, Faro de Vigo, Xornal Diario e La Voz de Galícia) e em jornais nacionais (El País, El Mundo, ABC, etc).
Entre os seus livros e catálogos publicados destacam-se: “Cuba, catro miradas un obxectivo”, “Sol de galiñas” (retrospectiva 1980-2006), “Estado de alarma” com textos de Clara Martín (2020), ‘O Rio Arnoia’ e “Dacabalo do aire” (2023).
É um artista inúmeras vezes premiado e as suas obras encontram-se em distintos organismos públicos e privados como Fundações, Museus, Galerias, entre outros.
CLARA MARTÍN (Escritora) Nasceu em Verin, Ourense, em 1968. É escritora e artista plástica, galardoada com diferentes prémios literários como III Romaría Etnográfica Raigame de Celanova (Ourense) (2004), o primeiro prémio no IV Certame de Relato Curto promovido pela Câmara municipal de Mugardos (A Corunha) (2006) ou o
Primeiro prémio no Certame de Agua y Vida de Relato Curto concedido por Ele Corte Inglês – Galiza (2011).
Livros coletivos dos quais fez parte: “Imposible no comerse, En el volcán de los amores canallas”, “De las sogas de la felicidad, el amor,, por exemplo: para no vencernos nunca” coordenados, os dois, por Antonino Nieto, Lastura Ediciones e “Entre leiras e labores”, Antología escrita-visual de autoras galegas coordenado por Inma Doval Porto, Editora Urutau.
É autora de textos teatrais como “Os pecados do lobo”, “No esconderás un cadáver en el
armario” e “Ovidé decirte adiós, así que adiós”, este último traduzido para o galego e publicado pela Editorial Fervenza com o título “Esquecín dicirche adeus, asi que adeus” (2019).
É também autora de “Estado de alarma”, edição limitada e numerada (2020), composta por 13 relatos acompanhados de 13 fotografias de Plácido L. Rodríguez, de “De mazá e canela”, de “Contos con
sabor e cor” (2021), livro de contos realizados a partir das receitas da reposteira Teresa Fenollosa e ilustrado por Isabel Pintado, de “Loucine” (2023), Ed. Fervenza, obra vencedora
da oitava edição do Concurso Balbino de Relatos e de “Dacabalo do aire”, livro de relatos ilustrado com fotografias de Plácido L. Rguez, Ed. Ir Indo (2023).
Dentro do âmbito artístico conta com várias coleções de colaxes/femmages, tais como “O que comen as bruxas, Uterus siue uolua” que ilustrou o livro de poemas com o mesmo nome da autoria do poeta Xulio Pardo de Neira, Edic. Fervenza, “As saias da Carolina” ou ‘Lieders” – coleção/homenagem a Rosalía de Castro, coleção Vida e coleção de poesia visual Asfixia.

