Terminamos o mês de setembro, onde assistimos ao início de mais um ano letivo 2025/2026, envolto nas mais diversas polémicas, a que todos nós já nos habituamos. Uma delas assenta na urgente necessidade de tomar uma decisão, para minimizar um problema que tem vindo a tomar escala na sociedade e, por alguns considerado, como um problema de saúde pública, nomeadamente, o uso descontrolado e não supervisionado dos ecrãs, entre outros, os telemóveis.
Falamos da superestimulação tecnológica e as suas consequências, que tem vindo a contribuir para a alteração de comportamentos individuais, na escola, em casa e em espaços públicos. Todos conhecemos esta realidade, somos testemunhas de que tal acontece, por vezes comentamos, mas acabamos por olhar para o lado à espera que esta onda passe de moda. No entanto, esta onda deixa mazelas. Sabia que, segundo Ordem de Psicólogos Portugueses (2025),
- 90% das crianças adolescentes (entre os 9 e os 17 anos) utilizam os smartphones todos os dias;
- 73,6% dos jovens até aos 24 anos utiliza as Redes Sociais para fugir às emoções desagradáveis;
- 64,5% das crianças e adolescentes utiliza o smartphone como atividade de tempos livres, mais do que ouvir música (51,8%), estar com amigos (31,9%), praticar um desporto (19,8%), ler um livro (9,7%) ou ver televisão (8,9%);
- 43,5% das pessoas – jovens, adultos e adultos mais velhos – utiliza a Internet como forma de “escape” ou para aliviar o seu estado psicológico;
- 78,5% da população portuguesa utiliza as Redes Sociais, ou sej, cerca de 7.8 milhões de pessoas.
São números que assuntam. Que consequências acabam por ficar para nós, para os nossos filhos? Que limites impor? Que regras criar? O que é um tempo de utilização saudável e equilibrado?
Como alerta o Movimento do Geração Laranja, (movimento pro-educativo que reflete sobre esta temática) para além do risco de desenraizamento (perda do sentimento de pertença às suas raízes, à sua terra, à sua cultura), esta prática está associada ao aumento dos níveis de ansiedade, à depressão e insónias interfere, portanto, com a nossa Saúde Mental.
Sabia que esta prática, socialmente, aceite está já comparada a um comportamento aditivo e, em Portugal, são diversas as consultas psicológicas direcionadas à adição digital e dependência tecnológica havendo já um centro de desintoxicação tecnológica, também conhecido como centro de tratamento para dependência digital ou tecnológica, um espaço que oferece tratamento para pessoas que sofrem com o uso excessivo e compulsivo de tecnologia, como computadores, smartphones e internet, com foco em reabilitar o indivíduo para um uso mais equilibrado e saudável das ferramentas digitais.
O que será que as nossas escolas, nomeadamente as de Amarante, estão a fazer para minimizar este problema? Ainda vamos a tempo de minimizar este problema, trabalhando de forma preventiva. Descubra como em: Manifesto do Movimento do Geração Laranja
Vila Meã, Amarante, Carolina Mendes, 27/09/2025
