Maestro, músico e compositor, Mota e Costa distribuía o seu talento pelo folclore, pela música popular portuguesa e pelo teatro. Criou a Festada do Tâmega e o Festival da Canção do Tâmega, o maior festival português de música ligeira.
Manuel do Carmo da Mota e Costa, 84 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira, 8 de dezembro, em Amarante.
Homem bom, Mota e Costa, como era conhecido, tem o seu nome intimamente ligado à música popular portuguesa, tendo sido maestro, compositor e músico, dominando vários instrumentos e sendo reconhecido como exímio tocador de acordeão.
Mota e Costa, que se iniciou como músico, com apenas 9 anos, na Tuna de Gondar, dirigida pelo seu pai, viria a criar várias escolas de música, dirigiu grupos corais e orfeões.
Colaborador da empresa Tabopan e muito próximo do seu fundador, José Abreu, Mota e Costa desenvolveu ali um trabalho de excelência na área da música, criando, a partir de uma pertinente investigação etnográfica, o Rancho Folclórico da Tabopan.
Naquela empresa promoveu, igualmente, numerosos espetáculos musicais e de teatro. A Tabopan foi, de resto, o “berço” da Festada do Tâmega, um grupo de música popular portuguesa criado por Mota e Costa e que se notabilizou nas décadas de 1970 e 1980. A Festada do Tâmega, editada pela Valentim de Carvalho, viria a conquistar dois discos de prata.
Programador do antigo Cineteatro de Amarante – onde pontificavam as rábulas e o teatro de revista -, foi também ali que, em 1979, Manuel do Carmo da Mota e Costa promoveu o primeiro Festival da Canção do Tâmega.
Nos anos seguintes, o festival passaria para o Mercado Municipal de Amarante e, posteriormente, para o Parque do Ribeirinho e para a Ínsua dos Frades, em pleno leito do rio Tâmega.
Conhecido em todo o país foi, também, nos anos 70 e 80 do século passado, o Conjunto Mota e Costa, um grupo de baile que que animou inúmeros eventos e que gravou vários discos.
Amigo próximo de Shegundo Galarza, Mota e Costa dirigiu várias orquestras, entre as quais a Orquestra Colúmbia, que, durante várias edições, foi orquestra residente do Festival do Tâmega.

