Não comparar um crédito pode custar mais de 1.200 euros. E a maioria dos portugueses não faz as contas

Sabia que ao contratar um crédito pessoal de 15.000€ a 7 anos, uma diferença de apenas 2 pontos percentuais na taxa de juro pode fazer com que pague mais 1.280€ até ao fim do contrato?

Isto equivale a cerca de 15€ a mais por mês, durante os 84 meses do empréstimo!

E atenção: este valor considera apenas os juros. Quando se incluem as comissões e os seguros, refletidos na TAEG, a diferença entre propostas pode ser ainda mais significativa no total do seu crédito pessoal.

Ainda assim, muitos consumidores continuam a aceitar a primeira proposta de financiamento que recebem. Antes de comprar um telemóvel ou reservar umas férias, comparamos preços, lemos opiniões e procuramos promoções. Quando está em causa um contrato de milhares de euros com uma década de duração, o comportamento inverte-se: decide-se depressa, muitas vezes sem conhecer as alternativas, como por exemplo, o crédito consolidado da e-loan.

O problema não é falta de informação. É falta de literacia

Os dados oficiais ajudam a explicar o paradoxo. Segundo o inquérito internacional OCDE/INFE de 2023, promovido em Portugal pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (que inclui o Banco de Portugal), apenas cerca de 48% dos portugueses atingem o objetivo de conhecimentos financeiros básicos, abaixo dos 58% da média da OCDE. Na componente de conhecimentos financeiros, Portugal ocupa o 21.º lugar entre 39 países, com lacunas particularmente acentuadas no cálculo de juros simples e compostos.

Ou seja: a dificuldade em comparar créditos não resulta de preguiça, mas de os conceitos-chave como TAEG, MTIC e taxa de esforço, não serem dominados pela maioria da população. E quem não domina os conceitos tende a comparar apenas o que é visível: a prestação mensal. É precisamente aí que se perdem centenas ou milhares de euros. E, é também precisamente aí que pode entrar a e-loan, a acompanhar o cliente em todas as suas dúvidas.

Quatro indicadores que valem mais do que a prestação mensal

TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global). É o indicador mais completo para comparar propostas, porque agrega juros, comissões, impostos e seguros obrigatórios. Duas propostas com a mesma prestação podem ter TAEG muito diferentes. O Banco de Portugal fixa trimestralmente tetos máximos: no 3.º trimestre de 2026, a TAEG máxima do crédito pessoal para finalidades gerais (incluindo obras, lar e crédito consolidado) é de 15,3%, e a dos cartões de crédito e facilidades de descoberto é de 18,5%. Se uma proposta se aproxima destes tetos, é quase certo que existem alternativas mais baratas no mercado.

MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor). Responde à pergunta mais simples e mais ignorada: “quanto vou pagar, ao todo, do primeiro ao último mês?”. É o número que torna visível o custo de alargar o prazo.

Prazo do financiamento. Alargar o prazo baixa a prestação, mas aumenta o MTIC. Um prazo mais longo não é necessariamente má opção, mas deve ser uma escolha consciente, com o custo total à frente dos olhos, e não um efeito secundário de olhar apenas para a mensalidade.

Taxa de esforço. É a percentagem do rendimento mensal líquido consumida por prestações de crédito. A referência prudencial habitual aponta para que não ultrapasse os 35% a 40%, deixando margem para as restantes despesas e para imprevistos.

A ferramenta de comparação que quase ninguém usa: a FIN

Antes da assinatura de qualquer contrato de crédito aos consumidores, as instituições são obrigadas a entregar a Ficha de Informação Normalizada (FIN), um documento padronizado, definido pelo Banco de Portugal, que apresenta TAEG, MTIC, prazo, comissões e seguros num formato idêntico em todas as instituições.

Na prática, a FIN existe precisamente para permitir comparar propostas lado a lado, linha a linha. Mas é frequentemente tratada como mais um papel para assinar. Um exercício simples muda a qualidade da decisão: pedir a FIN a duas ou três instituições antes de decidir e comparar três linhas, TAEG, MTIC e prestação. Demora minutos e pode valer o equivalente a várias prestações.

Para quem prefere começar online, os simuladores financeiros da e-loan permitem estimar prestações, custos totais e cenários de consolidação antes de qualquer contacto comercial e estão disponíveis gratuitamente no site. Se ficar com dúvidas, a e-loan distingue-se por ter um processo rápido e digital.

Cinco perguntas antes de assinar

  1. Preciso realmente deste crédito, ou existe alternativa (poupança, adiamento, valor inferior)?
  2. Comparei pelo menos duas propostas com base na FIN?
  3. Sei qual é a TAEG e o MTIC de cada proposta e não apenas a prestação?
  4. A minha taxa de esforço fica abaixo dos 35-40% depois desta prestação?
  5. A prestação continua comportável se o rendimento familiar baixar temporariamente?

Quem responde “não” ou “não sei” a alguma destas perguntas tem um bom motivo para adiar a assinatura por 48 horas. Nenhuma proposta séria desaparece em dois dias.

Comparar é a forma mais barata de literacia financeira

Durante anos, comparar créditos exigia visitar balcões, pedir simulações presenciais e esperar dias por respostas. Hoje, o processo de pedir crédito consolidado ou crédito pessoal faz-se online, em minutos, e existe apoio especializado gratuito: os intermediários de crédito vinculados, registados e supervisionados pelo Banco de Portugal, comparam propostas de várias instituições em nome do consumidor, sem custos para este, a sua remuneração é paga pelas instituições financeiras.

É esse o papel da e-loan (EasyFinance, Lda.), intermediário de crédito vinculado registado no Banco de Portugal com o n.º 0001398: analisar o perfil de cada consumidor, comparar as condições disponíveis junto de mais de dez instituições parceiras e apresentar a solução mais adequada, começando, por exemplo, por uma simulação no simulador de crédito consolidado da e-loan.

Porque, no final, a melhor proposta raramente é a primeira. É a que resiste à comparação.

> Perguntas frequentes (FAQ):

Porque devo comparar propostas de crédito antes de assinar?

Porque as condições variam significativamente entre instituições. Num crédito de 15.000€ a 7 anos, uma diferença de 2 pontos percentuais na taxa representa cerca de 1.280€ de custo adicional em juros. A comparação faz-se com base na TAEG e no MTIC, que constam obrigatoriamente da Ficha de Informação Normalizada (FIN) entregue por cada instituição.

O que é a TAEG e porque é mais importante do que a prestação mensal?

A TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) reflete o custo total do crédito (juros, comissões, impostos e seguros obrigatórios) expresso numa percentagem anual. Duas propostas com prestações semelhantes podem ter TAEG muito diferentes. O Banco de Portugal publica trimestralmente as TAEG máximas permitidas por tipo de crédito.

O que é o MTIC?

O MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) é o valor total que o consumidor pagará desde a primeira até à última prestação, incluindo capital, juros e todos os encargos. É o indicador mais direto para perceber o custo real de um financiamento e o impacto de alargar o prazo.

O que faz um intermediário de crédito como a e-loan?

Um intermediário de crédito vinculado, registado no Banco de Portugal, compara propostas de várias instituições financeiras em nome do consumidor e acompanha o processo até à contratação. O serviço é gratuito para o cliente.

A e-loan, enquanto intermediária de crédito especializada em crédito consolidado, opera há mais de 13 anos e trabalha com mais de dez instituições financeiras em Portugal.

Onde posso simular um crédito consolidado?

Através do simulador de crédito consolidado disponível em e-loan.pt, que permite estimar a nova prestação única, o custo total e a poupança potencial face aos créditos atuais, de forma gratuita e sem compromisso.

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