Igreja de S. Gonçalo reabre à comunidade a 16 de janeiro

Pormenor da "nova" Igreja de S. Gonçalo.

A precisar, ainda, de alguns acertos finais, depois de 16 meses em obras, a Igreja do Convento de S. Gonçalo abriu-se, simbolicamente, a 10 de janeiro – dia de S. Gonçalo – para convidados e imprensa, com D. Manuel Linda, Bispo do Porto, a celebrar, ali, a primeira missa, desde que, em setembro de 2020, o templo encerrou. A abertura à comunidade, a turistas e visitantes está prevista para 16 de janeiro.

No dia em que se evocava São Gonçalo, 10 de janeiro, a Igreja e Claustro do Convento de São Gonçalo de Amarante reabriram para uma cerimónia formal repleta de simbolismo. Fechada há 16 meses, a Igreja é, hoje, um monumento “novo”, após uma profunda intervenção ao nível da reabilitação do edificado e da conservação e restauro de todo o recheio artístico (esculturas, talha, painéis azulejares, pintura mural, pintura sobre tela e sobre tábua). 

Hoje, 10 de janeiro, é um dia simbólico, pois é o dia litúrgico de São Gonçalo e começa a contagem decrescente para os 500 anos da igreja, ficando a faltar 18 anos”, disse o padre José Manuel Ferreira. Feliz com o resultado da empreitada, o clérigo acrescentou que “este é um momento de grande contentamento pelo trabalho de comunhão realizado, do sentido de missão e compromisso assumidos para levar a cabo tal empreitada”.

O grande impulsionador desta obra garante que “a igreja continuará a cumprir a sua missão litúrgica, cultural, histórica, turística, centro de espiritualidade e peregrinação. Com a sua dignidade renovada e espaço litúrgico atualizado continuará a acolher a comunidade paroquial que aqui se reúne para celebrar a sua fé. Foi um grande privilégio estar neste processo de recuperação, restauro, valorização e atualização desta bela Igreja de S. Gonçalo, que é também Monumento Nacional”.

Parceira desde o primeiro momento, a Câmara Municipal de Amarante enaltece, pela voz do seu presidente, o simbolismo de ver a Igreja de S. Gonçalo reaberta no dia do Santo Padroeiro. “Este é um momento histórico para Amarante e, estou certo, um motivo de grande orgulho para os Amarantinos”, afirmou José Luís Gaspar. “A partir de hoje conseguiremos ver, na nossa Igreja, pormenores em que nunca tínhamos reparado. O conjunto arquitectónico do Mosteiro de S. Gonçalo e da Ponte são o “postal” por excelência de Amarante. O nosso maior e mais importante cartão-de-visita. Aquele que fica na memória de cada pessoa que vem a Amarante”, realçou.

Ao longo de 16 meses foram tratados os problemas com infiltração de águas pluviais e das térmitas, atualizada a infraestrutura elétrica, de iluminação e áudio, e recuperado o recheio artístico. Uma intervenção de grande impacto conservativo, global, pensada e projetada para o imóvel no seu todo, desde a Igreja aos espaços complementares, que foram requalificados e revitalizados. 

Além da Igreja e das duas capelas que são o ex-libris da Igreja, a Capela das Oferendas e a Capela do Túmulo de São Gonçalo, é agora possível visitar a Capela de São Gonçalo, onde se encontra a imagem de São Gonçalo da Corda, o coro alto, a torre sineira e a Varanda dos Reis, espaços que potenciam a realização de eventos culturais e turísticos complementares à promoção e divulgação do Património Cultural e da cultura da região Norte. 

Em termos de mobiliário, os bancos da assembleia foram renovados e há três novas peças em mármore, da autoria do escultor Paulo Neves: o altar, com 13 rostos em representação da última ceia; o ambão, com representação dos quatro evangelistas; e uma cadeira. Desta forma, a Igreja de São Gonçalo fica com obras de todas as épocas desde o início da construção.

A intervenção representou um investimento total de mais de dois milhões de euros (2.193.175,01€), e foi cofinanciada pelo Norte 2020 – Programa Operacional Região Norte em 819 425,20€. Teve ainda como parceiro a Câmara Municipal de Amarante, o acompanhamento técnico da Direção Regional de Cultura do Norte e, como mecenas, a Fundação Manuel António da Mota.

A Igreja do Convento de S. Gonçalo vai manter-se encerrada ao público até dia 16, altura em que se abrirá a toda a comunidade, visitantes e turistas.

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