Festival MIMO está de regresso… mas é no Porto!

Pormenor do MIMO 2019 (Foto de Lino Silva)

Depois de quatro edições realizadas com enorme êxito em Amarante, o MIMO Festival está de volta, mas ao Porto. Com onze palcos, em outros tantos sítios míticos da cidade, “este será – segundo Rui Moreira – o maior festival de música do mundo que a cidade já recebeu”.

Com a sua primeira edição fora do Brasil a ter tido lugar em Amarante em 2016, onde se realizou até 2019, o MIMO Festival está de regresso a Portugal, realizando-se no Porto, onde terá lugar este fim de semana (23, 24 e 25 de setembro).

Nos três dias de festival, totalmente gratuito, como sublinha a organização, o MIMO encerra o verão na Invicta (depois da realização da Feira do Livro) com mais mais de 60 atividades, entre concertos, dj sets, sound systems, workshops, residências, palestras, vídeo mapping, videoarte, performances e tecnologia dedicadas à Amazónia; sem dispensar a mítica Chuva de Poesia, que este ano acontece na emblemática Livraria Lello.

Sítios do Centro Histórico do Porto, classificado como Património Mundial pela UNESCO, como o Largo Amor de Perdição, Jardim da Cordoaria, Reitoria da Universidade do Porto, Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, Passeio das Virtudes, Palácio de Cristal e as Igrejas do Carmo, dos Carmelitas Descalços, de São José das Taipas, de Nossa Senhora da Vitória e de São Bento da Vitória.

Entre os artistas que aquecerão os palcos portuenses estão os brasileiros Emicida e Chico César, a franco-nigeriana Asa (Asha), o multi-instrumentista congolês Ray Lema, o lendário realizador e DJ inglês Don Letts, os argelinos e tunisinos DuOuD, os luso-cabo-verdianos Mario Lucio & Os Kriols, a pianista ucraniana Valentina Lisitsa, o indiano Nishat Khan, os portugueses Branko, Pedro Burmester & Quarteto de Cordas de Matosinhos, o guitarrista vimaranense Manuel de Oliveira, Maria João & Mário Laginha, “Mulheres que Fazem Barulho” (Ana Deus, Lena D’água, Anabela Duarte, Sandra Baptista, Mitó Mendes, Carolina Brandão e Marta Abreu), os brasileiros da Orquestra Voadora, o trompetista Gileno Santana, a soprano Chiara Santoro, o brasileiro-revelação Plínio Fernandes, a rapper e atriz KT Gorique, os VJ’s Thiago Montano e Astronauta Mecanico… e ainda um espaço inédito dedicado à cultura Sound System com Channel One, Brother Culture e Ministereo Público. Sem falar na Casa Comum Amazónia, uma série de atividades dedicadas à Amazónia brasileira, através do olhar de artistas multidisciplinares nascidos na região, de diferentes etnias, tendo como pano de fundo a maior floresta tropical do mundo.

Saída do Festival de Amarante sem explicação

Não há uma explicação oficial sobre a saída do MIMO Festival de Amarante, não obstante uma fonte autorizada do Município ter assegurado, em junho de 2021, que “o MIMO Festival é parte de Amarante desde 2016”, acrescentando esperar que, “logo que superada a situação pandémica, seja possível apresentar as próximas edições.”

A situação pandémica está ultrapassada, mas Amarante parece ter desistido do MIMO Festival, para contentamento de Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, que, na apresentação do seu MIMO, no final de julho, disse que o MIMO Porto seria “o maior evento de música do mundo que a cidade já recebeu”.

As expectativas quer de Rui Moreira, quer de Lu Araújo, Diretora do Festival, são altas já para esta primeira edição portuense, que o Presidente da Invicta vê como uma espécie de edição zero, mas que espera que o Festival venha a ser “o acontecimento cultural mais marcante da cidade”.

O MIMO Festival teve quatro edições em Amarante (entre 2016 e 2019). Segundo o Município, a última edição contou com 80 mil espectadores. 

Conheça AQUI a Programação completa do MIMO Porto

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