Fazer geocaching em Amarante

Foto AM.

A plataforma www.geocaching.com referencia 2 440 caches em Amarante, mas este número pode ser acrescentado de outras, a qualquer momento.

A 2 de maio de 2000, o sinal GPS (Global Positioning System) disponível ao público passou a ter a precisão até então reservada apenas aos militares. Para testá-la, Dave Ulmer teve a ideia de criar o “Great American GPS Stash Hunt”, decidindo esconder, no dia seguinte, um balde preto num bosque perto de Beavercreek, em Oregon, que tinha no interior um diário de bordo (agora chamado de logbook), um lápis, uma cassete VHS, uma bala, entre outros pequenos itens.

De seguida, partilhou online as coordenadas e explicou que o localizador só poderia utilizar o recetor GPS para chegar ao local. Se conseguisse encontrar o balde devia tirar um dos objetos e deixar outro, em troca.

Ao fim de três dias, duas pessoas encontraram o balde preto e partilharam a experiência online. As semanas seguintes levaram a que mais pessoas quisessem esconder os seus próprios recipientes, por estarem entusiasmados com a ideia, fazendo com que a prática se espalhasse rapidamente.

No primeiro mês, Mike Teague, a primeira pessoa a encontrar o balde de Dave Ulmer, decidiu começar a recolher todos os textos que indicavam as coordenadas de algum recipiente e partilhou-os na sus página pessoal: GPS Stash Hunt.

Nascia, assim, o Geocaching, uma atividade ao ar livre que funciona como uma espécie de “caça ao tesouro” no mundo real, através de coordenadas GPS. Os praticantes (geocachers) deslocam-se até ao local indicado e procuram uma pequena caixa (geocache ou cache) que se encontra escondida.

Por norma, cada cache está colocada num sítio com algum tipo de interesse, seja ele histórico, uma paisagem digna de ser fotografada, um ponto conhecido numa cidade ou uma cascata escondida no meio do nada.

O principal objetivo é dar a conhecer novos locais ou, caso já se conheçam, descobrir pequenos tesouros escondidos em objetos do dia-a-dia, em que geralmente ninguém repara[1].

Seja geocacher em terras de Amarante

Os geocachers, mais ou menos experimentados, têm, no território do concelho de Amarante, múltiplas caches para explorar, seja na cidade, nas serras e zonas rurais. A plataforma www.geocaching.com referencia 2 440, mas este número pode ser acrescentado de outras a qualquer momento.

Referenciada muitas vezes é a Ecopista da Linha do Tâmega, mas são também os monumentos (igrejas, capelas…), pontos de interesse, rios ou aldeias.

Tiago Teles, eng. Alimentar, tem no geocaching um dos seus hobbies favoritos e classifica Amarante “como excelente para a sua prática, individualmente ou em família, seja pela diversidade e riqueza das caches, seja pela descoberta do território, da cultura local ou da paisagem. Depois, há sítios e locais que pensamos conhecer bem, porque nos cruzamos com eles todos os dias, mas sobre os quais aprendemos sempre algo mais através do geocaching, acrescenta.

Tiago Teles considera, ainda, que o geocaching acrescenta cultura e conhecimento, “mas desenvolve também os sentidos de busca e orientação em quem o pratica”.Se o geocahing é um dos seus interesses, inicie-o ou desenvolva-o em Amarante 

[1]  Adaptado de texto de Miguel Vieira Rodrigues. “O que é o Geocaching e o que preciso de saber?”, in Observador (https://observador.pt/explicadores/geocaching/).

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