As mulheres do Marão que serviram de modelos para a lente de Paulo Pimenta e que integraram a exposição “Bravas do Marão”, que a Gulbenkian mostrou, foram convidadas a verem-se, em Lisboa, antes do encerramento da mostra que aquela Fundação teve patente no Hall da Biblioteca de Arte .
No âmbito do Projeto Enxoval – Tempo e Espaço de Resistência- promovido pela PELE, financiado pela iniciativa PARTIS da Fundação Calouste Gulbenkian, do qual são parceiros o Município de Amarante e o CLAP, “As Bravas” do Marão, tiveram Vez e Voz em Lisboa, onde se deslocaram para verem a exposição em que são retratadas.
A exposição esteve patente no Hall da Biblioteca de Arte da Gulbenkian, entre os dias 28 de Janeiro e 25 de Abril, e, no último fim de semana contou com a presença de algumas “BRAVAS” amarantinas, que partilharam com todos os presentes as suas histórias e memórias, servindo de inspiração, alimentando a esperança de um futuro mais justo e igualitário, e não há palavras que possam expressar o qual bonito e emocionante foi.
A terminar o fim de semana, e em homenagem a todas as nossas “Bravas”, houve ainda oportunidade de bordar. Um bordado nutrido a muito mãos, por pessoas de diferentes gerações, origens e contextos.
“As Bravas” (um dos produtos do projeto Enxoval que nos últimos três anos usou práticas artísticas para explorar questões da igualdade de género com comunidades do Porto e de Amarante) é uma exposição de fotografias captadas pela lente do fotografo Paulo Pimenta, que retrata heroínas da vida real.
Sobre a exposição, escreveu a PELE :
“Nas montanhas do Marão (re)encontramos as nossas ancestrais, mulheres que lutam e resistem. Sussurram memórias silenciadas e cantam para espantar a solidão dos dias. Guardiãs de lembranças de tempos duros e de pés descalços, de histórias e cantigas do passado mas com o futuro no olhar.
O manto que as envolve foi cosido de retalhos vivos dos caminhos que fazem parte do seu quotidiano e da sua sabedoria. Também ele foi crescendo, florescendo e secando ao longo do processo de criação.
Esta exposição é uma celebração destas Bravas, figuras mitológicas vivas, arquétipos da natureza na sua forma mais bela e mais crua.”



