Natal com casa cheia!

É este ano! É este ano que a minha família, após dois anos de interregno, devido à pandemia, vai retomar o Natal com trinta (efusivos) elementos. Sim, efusivos, pois na minha família o Natal é vivido intensamente. E eu, uma eterna apaixonada por esta quadra, sonho com ele o ano todo. 

No (famoso) aplicativo WhatsApp, através de um grupo criado especialmente para esta quadra festiva, já são trocadas mensagens com ideias e brincadeiras. O lado mais divertido vai chegar através dos jogos que já estão “a concurso” e, claro, do amigo secreto. As “trapalhadas” e as gargalhadas do costume não vão faltar! Serão dois dias muito animados, portanto.  

E, como já deu para perceber que somos uma família dada à diversão, nada melhor do que ter adereços para entrar no espírito da quadra e animar o ambiente. Foi, também, neste grupo que ficou decidido que este ano vamos deixar fluir o lado mais engraçado de cada um e, todos, sem exceção, têm que ter um adereço natalício. 

Os dias que antecedem ao Natal são vividos com muito entusiasmo e, no dia 24 de dezembro, a casa da prima Zé acolhe a família que, numa azáfama muito feliz, coloca mãos à obra. Há muito “trabalho” pela frente, mas todos contribuem com comida e ajuda. É uma confusão mesmo boa.

Quanto às iguarias não faltam os doces típicos desta quadra e o rei da mesa de Natal é o bacalhau, mas existem outras duas para além desta: o peru no forno, preparado eximiamente pela dona da casa, e a lampreia de ovos. 

E como a tradição é para manter, a abertura dos presentes é sempre à meia-noite. E, só depois de toda a gente receber as prendas é que se dá a “partida” para as abrir. É aí que começa o alvoroço. Estão a imaginar 30 pessoas a abrir prendas? Pois, é o delírio, mas este momento tem tanto de delicioso como de comovente. Pelo menos para mim! 

Mas, sem dúvida, a melhor prenda é mesmo esta reunião familiar, a mesa cheia de gente, o barulho, as gargalhadas, as conversas, isto sim, enche o meu coração de tanto amor que ando durante dias com esta magia dentro de mim.  

Um elemento da família faz de Pai Natal, bem, até já inovámos, corria o ano de 2015 e eu ainda não era Mãe… mas fui… de Natal. Pois é, nesse ano, tivemos duas mães Natais, lembras-te, prima Helena? Se quiseres este ano podemos repetir, é só ir buscar os trajes ao baú. 

Nesta festividade reina a paz, a harmonia e a união, num ambiente de felicidade. Há (muita e boa) animação e uma mesa, graças a Deus, farta, com várias gerações da família a rodeá-la.

Feliz Natal!

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